Há muitos anos, quando li "O beijo não vem da boca", de Inácio de Loyola Brandão, senti um enorme solavanco. Sabia que aquele texto tinha algo assim como um carisma misterioso. No último dia 27, fazendo um exercício proustiano de busca do tempo perdido, anotei as sensações que a leitura me despertou e que ainda hoje sinto. Como a confirmar aquele carisma misterioso, o texto foi o mais comentado no blog. Hoje, com a intenção de me deixar atravessar pelas falas e as potencializar no sentido de que elas resvalem no máximo de pessoas, publico alguns dos comentários que foram feitos ao texto "de onde vem o beijo?", ainda disponível neste blog:
"Não sei de onde vem o beijo. Talvez do céu, caindo sobre nós como um divino orvalho. E as palavras (que também não vêm da boca) talvez sejam suas vizinhas. Beijos e palavras são especiais e por isso quero que chova muito para que brotem fortes e saudáveis os muitos "eus" possíveis, os quais serão agenciados pela, talvez ilusória, mas com certeza maravilhosa, idéia de um "eu" central. Parabéns pela idéia! Saiba que suas palavras foram uma chuva torrencial em minha vida!"
Idelmar Júnior
"adorei este texto! como sempre voce decompõe o composto; soprepõe o sobreposto e ainda assim depõe o gosto. um grande abraço"
Cleto Sandys
"Isto é Foucault? Tá lindo!"
Jorge
"Tá invejável, mas tá meio freud pa caramba, hein?! Se der, mande uma continuação nas próximas blogadas e postagens: dá um livro massa!"
João Paulo Santos Mourão
"Esse texto é maravilhoso. Parabéns!"
Daniela
"Muito bom, camarada, de muita inspiração."
Vevé
Escute me chapa.... O medo que temos de conceituar, é o medo de sermos coneituado. Ao conceituar, estamos impondo limites, aceitaveis ou não. Torquato não tinha ou não respeitava limites, tinha pressa de viver e esta pressa não o permitia vê-los. Talves seja por isso, que toda vez que estava sendo conceituado (capturado)ele pulava fora para escapar da conceituação.
Maurdeny [maurdeny@click21.com.br]




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